1. Introdução:
⮑ No final do artigo, dois presentes para você!
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) foi descrito pela primeira vez em 1902 por George Still, pediatra londrino. Still denominou a condição de “defeito do controle moral”, entendendo-se como moral o conjunto de regras e normas que regem o convívio social. Fazia referência às dificuldades de as crianças portadoras controlarem o seu comportamento conforme o esperado nas interações em grupo.
Na década de 1930, o transtorno passou a ser denominado de Doença Hipercinética da Infância. Nesta época, era considerada uma síndrome caracterizada por hiperatividade e impulsividade, que ocorria apenas em crianças.
Após muitos estudos serem realizados, no final da década de 1970, chegou-se a um consenso sobre o papel fundamental da desatenção. Como consequência, a nomenclatura da condição passa a ser TDAH, embora o diagnóstico continuasse restrito a crianças.
Tendo este histórico em vista, fica claro que não se trata de uma “invenção” dos dias atuais.
O conhecimento sobre esta condição tem evoluído consideravelmente. Por exemplo, está bem claro hoje que adultos também podem ser portadores, ou seja, não é uma condição exclusiva da infância. Estima-se que em torno de 50% a 70% dos portadores de TDAH na infância permanecerão com o diagnóstico na idade adulta.
Em relação ao entendimento sobre a sua apresentação sintomática, também ocorreram progressos. Como será visto adiante, não se trata simplesmente de um problema para focar a atenção com ou sem hiperatividade, e sim de um conjunto de dificuldades e obstáculos para o funcionamento normal no dia a dia.
O ASRS-18 é um instrumento auxiliar no diagnóstico de TDAH em adultos. Para respondê-lo, clique aqui.
O SNAP-IV é um instrumento auxiliar no diagnóstico de TDAH em crianças e adolescentes. Para respondê-lo, clique aqui.
Lembre-se: nenhum teste substitui a avaliação do psiquiatra.
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Dr. Daniel Maffasioli Gonçalves
Médico Psiquiatra em Florianópolis, Mestre, PhD
CRM/SC 20397–RQE/SC 11560