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Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC) e Transtorno de Acumulação (TA)

1. Introdução:

 No final do artigo, dois presentes para você!

Nota: é fortemente sugerido que você inicie pela leitura do artigo Medo: mecanismos de reação ao medo e transtornos ansiosos, clicando aqui.

Embora o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) não seja mais considerado um transtorno ansioso, e ter sido incluído no grupo Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Transtornos Relacionados, a ansiedade é um sintoma sempre presente. Desta forma, entender o mecanismo de medo e ansiedade é importante.

A condição TOC corre em aproximadamente 2% da população adulta e 1% das crianças. Na infância é mais comum no sexo masculino, enquanto que na idade adulta acomete homens e mulheres na mesma proporção.

Em relação à idade de início da manifestação do transtorno na sua forma completa, existem dois picos: infância e adolescência (entre 10 e 14 anos) e precocemente na idade adulta (entre 20 e 30 anos). Em torno de 40% dos casos se iniciam na infância ou adolescência.

Já o Transtorno de Acumulação (TA) ocorre em aproximadamente 2,5% das pessoas, sem diferença entre os sexos. Mais comum em idosos.


2. Como é feito o diagnóstico de TOC:

Os dois manuais diagnósticos mais utilizados na prática psiquiátrica são:

► Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5-TR: Texto Revisado (a sigla DSM-5-TR deriva do título original em inglês: Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition – Text Revision (DSM-5-TR)).

► Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde 11a Revisão – CID 11 (título original em inglês: International Classification of Diseases and Related Health Problems 11th Revision – ICD 11).

A CID 11 é utilizada no Brasil oficialmente para codificação dos transtornos psíquicos. Entretanto, na prática, utiliza-se o DSM-5-TR como guia diagnóstico, visto que se trata de um manual muito mais sofisticado, onde os critérios diagnósticos são apresentados de forma muito mais completa e detalhada que na CID 11. Isto não cria discrepâncias, uma vez que os nomes e a caracterização básica dos transtornos psíquicos, assim como os grupos a que pertencem, seguem as mesmas regras nos dois manuais.

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Dr. Daniel Maffasioli Gonçalves
Médico Psiquiatra em Florianópolis, Mestre, PhD
CRM/SC 20397–RQE/SC 11560

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